segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

O eu dentro de mim...

Eu uma vez comecei a escrever uma história com este título aí de cima... Como muita coisa em minha vida, não terminei. Não soube terminar... As vezes acho que não sei realmente escrever. As vezes tenho certeza disso, rsrs...!

Mas o fato desta história, não tem nada a ver com o que quero dizer, senão, talvez o título. É fato acho que conhecido de quase todo mundo que me conhece, que eu sou "doido", rsrs! Sou sim, doidinho, piradinho das bolotas!! Tanto que tenho ego, alter-ego, superego, extra-ego, enfim, "N" personagens e identidades distintas que "me acompanham"...

Isso, claro, não chega a ser um problema, nem caso pra "camisa de força", rsrs...! Se sou um louco, sou um "louquinho do bem"!! Hehehe...!! :oD

Agora, o que vou falar também não tem (e tem) nada a ver com isso... Porque o que vou falar é, de novo, assunto de pai. É, sim... o "velho e chato assunto de pai"... Mas desta vez não vou reclamar dos outros, da situação, do que não tenho ou não posso... Hoje eu vou falar só uma coisinha simples: de mim mesmo.

Eu sei que além dos várias identidades diferentes, jocosas e divertidas, de brincadeiras, e totalmente saudáveis, eu tenho um "eu dentro de mim"... Um outro eu, que não é nada bonito, nem calo, nem paciencioso, nem divertido... Ele aparece em momentos de extrema frustração, raiva e descontrole.

Eu o costumo chamar de "lobisomem", meu lado animal, animalesco, furioso, incontrolável... Ele é totalmente instável e surge aos poucos, de repente, quando alguma coisa parece começar a fugir do controle, do racional. Animal furtivo, ele ´s sorrateiro, e quando vê brecha para sair, ele usa suas garras afiadas para me cortar de dentro para fora, e se rasga, rompendo minha pele e tomando conta...! Ele vira eu e eu parto para dentro dele...

Por sorte eu sou forte, também, e por mais que ele use essa 'brecha' para sair, eu logo consigo dominá-lo de novo, e como que como uma grande corda eu o puxo de volta para a invisível jaula dentro de mim mesmo... E assim ele some - e eu recupero o controle do meu eu...

Isso feito, não impede que no breve hiato de suas saída e existência fora de mim, o "lobisomem", o "eu dentro de mim", não faça estragos, coisas escabrosas, recrimináveis, use de força verbal, de palavras duras, de sua compleição desfigurada, de suas feições transtornadas, para infligir medo e pânico, terror mesmo, verbal e visual - quando não físico... Ele é terrível. E descontrolado. Uma verdadeira fera. Uma besta, em todos os sentidos.

Quando ele se vai, fica um vazio, como que dizendo "ele se soltou de novo; isso foi um erro"... Mas infelizmente, quando ele se nutre do que é mau e acha forças pra sair, nem eu já tenho mais forças para evitar. É verdadeiramente um transe, uma transformação homem-animal-homem de novo...

E quando ele se vai e o tempo passa, eu vejo o quão errado é esta criatura de hábitos primitivos, de semblante aterrorizante, de gestos e comportamento bestial... E, pior de tudo, eu vejo que ele sou eu... Que ele é "o eu dentro de mim", sempre à espreita, animal enjaulado, doido para sair, correr, uivar à lua cheia, e saciar sua violenta fome e sede de sangue...

Eu, na verdade, vivo esperando e torcendo para encontrar algum "essencial" feio "bala de prata" para finalmente dar cabo deste animal preso em mim, mas até hoje não encontrei... Nem sei se jamais acharei... O máximo que posso tentar fazer, sempre, é tentar conter a besta-fera, me esforçar para não perder o juízo e entrar no transe que deixa a fera sair...

Difícil... Muito difícil... Mas felizmente, muitas vezes consigo.

2 Comments:

Anonymous soninha porto said...

Muito bom! Imagino se não soubesses escrever...rsrsrsrsrsrs

1/31/2007 07:32:00 PM  
Blogger Dayse said...

Somente uma coisa poderá te deter:

tomar a pílula amarga das conseqüências do que fazes.

Pelo menos neste post foste sincero.

E tem gente que ainda ri (ver aí em cima). Porque não te conhece.

11/18/2007 05:09:00 AM  

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