segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Surpresas de um mundo à parte...

As vezes a gente espera ser surpreendido... As vezes criamos uma expectativa, até porque nos criam esta expectativa... Tudo na vida é parte de uma experiência sensorial, que vai desde mental, visual, auditiva, táctil, e por aí vai, em todos os sentidos possíveis...

Volta e meia nos deparamos com expectativas que nos vão impondo como se a vida fosse para ser uma caixinha de surpresas mesmo. Aquela coisa de "montanha-russa", que quanto mais alta, mais voltas, mais giros, mais adrenalina proporciona...! Claro, o limite das pessoas parece estar sempre sendo testado e, se não houver "grandes mudanças", "grandes emoções", "grandes apelos", qualquer coisa que se faça, fale, veja, experimente, etc, não vai ter aquele "sabor" de "WOW!", de coisa mega, de super-tudo...!

Mas eu fico pensando... Precisa? Claro que o povo, "povinho ou povão", precisa moderadamente de aventuras, de emoções, de novidades, coisa e tal, mas será que isso não é super-relativizar o "médio", o "mediano", apenas para disfarçar uma necessidade inerente de se ressaltar em face do comum, do "ser comum"...?!

Eu acho que muitas vezes, MENOS é mais... A própria publicidade, e mesmo a arte, as vezes, em muitos sentidos e aspectos, ensina isso. As vezes, até a física quântica pode relativizar sobre coisas assim, com aquilo que se fala sobre um "universo dentro de uma casca de noz" e o "grande nada" que pode ser algo que PAREÇA verdadeiramente grande... A lei das aparências, as vezes é a lei do exagero - ou a lei da mentira, eventualmente...

Quando não isso, é mais o superlativo mesmo; só que superlativo de algo menor, mascarado de grande coisa, como um abismo negro, um 'buraco negro", que "parece" grande, mas é apenas o núcleo pesado de uma estrela morta e que, por consequência, suga toda a luz e energia do que está por perto... O universo é mesmo muito engraçado...

Eu, já escrevi outras vezes noutros lugares, em alguma passagem do meu Multiply, que eu prefiro a poesia das pequenas coisas, mas das coisas feitas com a grandeza da emoção, do que é simples e de coração, do sensorialmente vivido, mas sem o extremismo da adrenalina ou do placebo adrenalínico com a superlatividade do aparente.

Eu gosto de real, do que é natural, do que é saboroso, como uma goiaba arrancada do pé, ao invés da SUPER goiabada agora em embalagem hipodérmica-translúcida...!

Pois é... O mundo continua sempre surpreendendo, as vezes com coisas tão desnecessárias que era melhor com um cantinho, um violão e muita calma pra cantar... do que fazer muito barulho...

por nada! ;o)

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home