terça-feira, 4 de setembro de 2007

Das agruras de ser pai...

Já disseram que "ser mãe é padecer no paraíso"...

Eu, particularmente, como "pai solteiro" e "separado" - em alguma instância (ou todas, sei lá...) - acho, em contrapartida que ser pai e nesta condição minha sim, é que é "padecer" e possivelmente (certamente?) não em um "paraíso", mas eu um possível "inferno" de incertezas que só a certeza de não poder participar, de não poder "me meter" e de não ter "voto ativo" nas resoluções que dizem respeito à educação e dia-a-dia de minha filha (no caso), me garantem...!

Nisso eu digo (e expresso a MINHA opinião - o propósito deste blog) que existem pessoas que são talhadas à maternidade e paternidade. Outras talvez não.

Simples assim? Yep! Simples assim.

Assim como existem pais (homens) que, uma vezes separados, não valem um ovo dos dois que possivelmente guardam no saquinho lá de baixo; existem mães que possivelmente, apesar de terem querido, desejado, requerido - por vezes até exigido! -, jamais poderiam obter e dar conta da maternidade. Ao menos não ao longo do tempo...

Criar uma criança não é bolinho. Eu, mesmo "de mais longe", sei, porque mesmo não estando diariamente com minha cria, tento sempre (e por sempre leia-se "todo-o-dia") manter um contato (via telefone! e fazer deste momento uma extensão do carinho e da educação. Sem falar nos (míseros, diga-se de passagem) fins-de-semana (quinzenais) que a "Justiça" - aspas intencionais... - me garantem...

Pior, é ter que ouvir coisas que não se concorda, que não se gosta, onde quase sempre qualquer opinião vinda do pai é rejeitada e tida como errada - mesmo quando este poderia estar certo ou, ao menos, ser uma opção diferente e VÁLIDA, também... Ver a própria filha (uma menina de 11 anos, quase pré-adolescente) ser enfática em discordar do pai - de certo imitando o comportamento que ela observa de seu dia-a-dia, não é nada agradável... E o mais controverso é ainda ser eventualmente chamado como fonte de socorro, para resolver algumas pendengas DE LÁ, por ser, justamente O PAI... oh, o pai...!

Ah, mas na hora do aperto, de brigas, gritarias e choros, o pai sempre serve. E mesmo assim sempre rola um "desliga logo este telefone de uma vez por todas..." como se ouve de longe, pelo aparelho, MESMO QUANDO estamos nos empenhando AO MÁXIMO no papel de pai "VIRUAL" (via telefone) para resolver brigas, acalmar o choro infantil decepcionado da criança e talvez diminuir as dores de cabeça da outra parte.

Eu devo ser um cu de cachorro mesmo, como se diz... A maioria já teria desistido, mandado as favas, sumido, abandonado o barco, o cacete. Mas eu não. Eu sigo. Eu continuo. Sou persistente. Durão e cabeçudo. Este sou eu. E sou pai... Aliás um Pai, com "P" maiúsculo.... ou "paiúsculo" talvez eu deveria dizer, criando uma palavrinha que inexiste...

Eu sou aquele cara que pensa demais na filha. Eu sou aquele cara que pensa em tudo, devido a tantos exemplos e notícias ruins que se vê por aí, todos os dias nos jornais e na TV. Eu sou aquele pai que se preocupa em COMO a filha vai para o colégio, nestes tempos de pedófilos e assaltos a ônibus. O mesmo pais que se preocupa com uma menina de 11 anos indo sozinha pra escola aos sábados, de manhã cedo, sozinha, de ônibus de linha (quando não é dia de semana e é fora do esquema do Transporte Escolar que a vó ajuda a pagar para ela ir segura pro colégio todo dia) e que se preocupa com a volta pra casa desta mesma menina, às 8 e meia da noite, depois da "aula de handebol"... Eu devo ser o mesmo pai que tem que aceitar que HOJE, ano de 2007, é "normal" algumas pessoas achar que uma criança de 11 anos pode (e deve) andar e se virar sozinha na rua a esta hora, mesmo que seja de tele-táxi, mesmo que seja "sempre com o mesmo táxi" ou que seja com uma mesma companhia de tele-táxis... SOZINHA, sem um RESPONSÁVEL junto, quem assumiria a culpa por alguma fatalidade, algum imprevisto...?!?

Eu juro que não gostaria de ver um dia acontecer algo pra poder dizer "Eu avisei"... Prefiro ser um pouco mais cuidadoso e ser taxado de "paranóico" em algumas coisas básicas, do que ser o "porraloca" e não estar nem aí para nada...

Eu devo ser um molóide mesmo. Ou simplesmente estou errado. Ou estou certo, mas impotente... Sei lá... De certo devo ser um maluco abobado e nem sei, já que estamos no século 21 e que isso deve ser perfeitamente normal...! :oP

Deus, que confusão!!
Jamais pensei que ser pai traria tanto sofrimento e preocupação!
Quero vir uma beterraba na próxima encarnação!

(*) Nota pessoal de algum tempo depois:
- E tudo isso em cima é a PURA VERDADE - por mais que uns e outros por aí atentem contra a verdade, tentando me fazer parecer errado ou mentiroso... É "fácil" classificar alguém que está de longe, que não tem DIREITO a participar, que é tolido em todas as suas opiniões, que não convive o dia inteiro, que não tem como MOLDAR uma criança ao seu bel prazer, que não tem como incutir suas opiniões diárias na cabeçinha de alguém com "opiniões pessoais" e "versões de histórias" pessoais e de dúbia verdade - ou no mínimo extremamente parciais - acerca de um passado mútuo... Aliás, falar pra uma criança sobre as "diferenças" (por assim dizer) que se vivia ENTRE CASAL (intimidades, brigas, qqr coisa) isso sim é que é BAIXO...

As MINHAS opiniões, são MINHAS opiniões. E é como qualquer coisa pessoal. Eu tenho as minhas. Outras pessoas têm as suas... Cada um que cuide do seu rabo. Eu, ao menos, não fico enchendo a cabeçinha de ninguém com histórias absurdas e mentirosas sobre minha convivência com quem quer que seja, muito menos pra me fazer de "santinha", de "sempre certa", enquanto "o outro" é só feito de "erros"... :oP

E finalizando. Este blog é MEU, para minhas considerações pessoais acerca de qualquer coisa que EU queira... Não é (ou não deveria ser) para ser monitorado ou vigiado por qualquer pessoa que não goste de mim, que não me aceite como pessoa livre e dona de minhas opiniões e que não se sinta bem com o que eu escrevo e que tenha opiniões contrárias. Cada um tem direito à sua opinião e livre expressão. Então, que vão cuidar dos seus umbigos antes de vir aqui dar "moral de cuecas" (ou mesmo "de calcinhas"...)!

Primeiro pensem em "TUDO" que é BOM, que vocês fazem, do que de "BOM"vocês proporcionam e o quão "JUSTOS" são, para depois, BEM DEPOIS, poderem criticar minhas opiniões...

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

tenha a certeza de que estás sendo o melhor pai, que qq um poderia querer. lembra que nao é a quantidade de tempo que ficas com ela, mas a qualidade dessa relaçao. talvez, agora, ela ainda discorde de ti, tente 'proteger' ou até defender as posições da mãe, mas é pq o pai é sempre o 'forte', invencivel,o herói. leia sobre 'alienação parental', muita coisa é explicável. não te amofine(heheh essa é do arco da velha), tudo passa, continues sendo esse paizão. quando crescer, ela terá maturidade, pra entender e te amar ainda mais por nao teres desistido.

11/08/2007 01:54:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Sou pai de uma menina que está com quase 4 anos de idade. Minha ex-mulher engravidou quando eu já não estava mais querendo o relacionamento, e usou isso para me obrigar a casar com ela.
No momento em que eu soube que ela estava grávida, que ali, dentro daquela barriga, existia uma pessoa, minha filha, todo meu mundo virou e revirou, como num turbilhão; desde o momento que eu soube que minha filha existia, desde o primeiro segundo, eu a amei intensamente.
Mas para minha ex-mulher as coisas eram diferentes. A menina que ela estava esperando era meramente um joguete, inicialmente um dispositivo para me manter junto dela, depois um meio de conseguir dinheiro e, finalmente, uma maneira de me machucar intensamente e permanecer na minha vida como um câncer.
Em nenhum momento eu vi qualquer demonstração verdadeira de amor de mãe para filha. Eu permaneci com ela durante toda a gravidez e nos primeiros 4 meses de vida da minha filha.
Durante a gestação, ela não demonstrou nenhuma mudança de comportamento ou emocional, quando minha filha nasceu, ela se recusou a amamentar. Até hoje eu brigo para garantir as vacinas, pois ela não liga a mínima. Ela faz tudo o que pode e o que não pode, utilizando o sistema legal de maneira extremamente escusa, para me impedir de ver minha filha.
Minha filha, que toda vez que eu pego vem num estado... Mal cuidada, mal amada, mal educada. A medida que ela cresce, se torna cada vez mais claro que é uma criança sofrida. E é uma criança que poderia ter tudo do bom e do melhor, todo amor, todos os recursos, a melhor educação, os melhores médicos, uma família imensa de pessoas preocupadas e que a amam muito.
Mas por causa de uma mãe desequilibrada e perversa, que se vale de um sistema legal inadequado, ineficaz, retrógrado e onde muitas das pessoas que formam os elos que levam a uma decisão, são obviamente mal preparadas e preconceituosas. "Mãe é mãe. Amor de mãe não tem igual. A criança tem que ficar com a mãe." É o que mais escuto.. Num mundo que pensa que "homem é tudo igual", "homem não presta."
Num mundo onde tem tantos pais que fogem das responsabilidades e dos deveres com os filhos, onde tem tantos pais e mães agressores, um pai que vem levando sua saúde mental, emocional, física e econômica ao limite, consistentemente, a quase 4 anos, sendo humilhado, execrado, taxado, discriminado e ridicularizado, não é ouvido e é sempre motivo de dúvidas.
Quando se trata de guarda dos filhos, em relação aos pais, o ônus da prova se inverte. O pai é sempre culpado, até que prove 10 vezes o contrário, por mais absurdas e surreais que sejam as alegações de uma mãe insana. E a mãe, por mais desregrado e horrível que seja seu caráter, tem sempre a razão, mesmo quando evidenciado e, por vezes, comprovada sua conduta. Afinal.. "Mãe é mãe." Foi ela que sofreu as dores do parto... Só que foi com anestesia epidural. Cesariana.
Nos últimos 3 anos, não foram poucos os abusos legais que eu sofri, sem contar os abusos emocionais constantes de toda natureza.
E não bastasse o que a minha ex-mulher faz, ainda tem o preconceito social. Eu sou pai, e considero isso o meu melhor, não importando quão bom eu seja profissionalmente ou como pessoa, minha filha é a coisa mais importante do mundo pra mim. Mas o fato de ser pai, muitas pessoas já me descartam. Interesses amorosos, as vezes relações profissionais também. Mas isso eu até entendo. É esperada a incompreensão das pessoas, mas é por causa desse tipo de coisa que temos um sistema legal, para ser racional e equilibrado e justo quando as pessoas não são.
Eu vivo minha vida de maneira extremamente regrada, tenho lutado ao máximo pelo meu futuro, pois entendo que é assim que vou poder garantir o futuro da minha filha. Minha conduta é ilibada. Na verdade, ao longo da minha vida, sempre foi. O mesmo não pode se dizer a respeito da mãe da minha filha. Aquela mulher foi o maior e mais nefasto erro da minha vida. Um erro que resultou numa criança maravilhosa, que ao mesmo tempo é meu orgulho, alvo de todo meu afeto, e o motivo pelo qual eu não consigo dormir tranqüilamente de noite, pois o máximo que posso fazer pela segurança e pelo conforto dela, quando ela não está comigo, é rezar.
Eu acho que compreendo muito bem o que o Sr. passa. Compreendo o que muitos pais separados passam.
E é uma realidade miserável essa de ser homem, pai, de amar seu descendente, e de ver o sistema legal, que deveria servir para proteger as pessoas, sendo usado como uma máquina de manipulação e tortura.
Desejo sorte e saúde para ti e para a tua filha. Espero que vocês consigam superar as dificuldades.
Fiquem com Deus.

7/12/2008 04:15:00 AM  

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