terça-feira, 5 de outubro de 2010

WHY...?

Queria entender o porquê de certas coisas... Queria poder falar, berrar, gritar, e assim buscar a compreensão... Tanta coisa estranha. Tanta coisa errada... Pessoas, homens, mulheres... Gente adulta, na maior parte do tempo. Entretanto, muitas vezes agindo de forma infantil, errática, querendo confronto, batendo pé como crianças mimadas... Não entendo isso. E aí, descontentes com o que pode ou não ser, em vez de buscar o entendimento ou a aceitação do "status quo" das coisas, tentam confrontar e, mais além, destruir o ambiente onde estão, as coisas que conquistaram, tentando reverter a ordem e, por fim, "abandonando o barco", se julgando injustiçados pelo sistema, pelo grande "lobo mau" que não deixa as criançinhas brincar...

Bem, vou dizer uma coisa. Acho certas coisas uma palhaçada tão grande que as vezes preferia não ser quem sou ou não estar onde estou para poder dizer tudo que percebo a todos que mereceriam... Porque alguns realmente mereceriam ouvir ou ler muitas coisas, visto que até argumentar com coerência, lógica ou entendimento, não conseguem... Simplesmente preferem contestar, se achar perseguidos, injustiçados e buscar o grande holofote do "coitadísmo" do tipo "ok, se não é como eu quero, vou embora, porque o tio que cuida aqui do playground não deixa eu jogar areia pra fora do cercadinho"...

Ora, ora... Quanta infantilidade... Quanta pequenêz...!! Eu só não lamenro realmente a perda de algumas pessoas, porque sei o quão FALSAS elas são... O quão pequenas, porque não reconhecem que perdem o melhor para manter o pior e ainda se acham certas... E "são", na concepção própria deles. Então... que vão viver com suas escolhas. Cegos, as vezes não veem quem os apoia ou apoiava ou apoiou em momentos cruciais... O pior cego é aquele que opta por não enxergar o que está claro diante do nariz...

Mas, claro, tem a questão do reconhecimento de onde se está, de haver regras, de haver quem organize e de haver o suposto e presunçoso hábito de achar que, uma vez que estamos dentro, uma vez que "nos acostumamos" com um ambiente, com as pessoas de lá, uma vez que fazemos amigos lá, tudo nos isenta. Então (depois de um tempo) se acham "da casa", e que então "se tornam" isentos de qualquer coisa. A "amizade" pressupõe a "ausência de limites", o não-seguir de regras, a não-observação de que existem zeladores, cuidadores, mantenedores e "guardiães" do ambiente onde ELES mesmos se encontram e se inserem.

Bem, lamento informar, as coisas deixam de ser "como cada um quer" (e "viva" o individualismo desmedido!!), quando existem regras, quando as não são "simplesmente assim", quando existem os que gostam, cuidam, zelam, mantém, guardam... Mais ainda, quando existe todo um PROJETO por trás de tudo, quando para tudo existe um motivo, quando tudo que é tão simples, é feito por quem tem carinho e segue tentando manter o espaço para pessoas como estes, os individualistas, também poderem se relacionar, conhecer gente e tornar suas vidas (muitas vezes vazias...) mais repletas de coisas boas, de movimento, de alegria, de esperanças... de VIDA mesmo...

É... Viver não é saber nem se achar o centro do universo. A gente até pode ser o centro do PRÓPRIO universo (isto se chama "auto-confiança" ou "boa auto-imagem") mas não podemos nem devemos buscar destruir e nem passar por cima de outros ou cuspir no prato que se come, como se diz, pra tentarmos impor a "nossa verdade" como a "única verdade", nem pelo simples prazer de contestar, ou de acharmos que temos todo o direito de fazer o que quiseremos sem olhar pra quem ou onde fazemos...!

. Buzz (MSC) ☆

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