quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Não....

Não me chame.... Não me pense... Não me escreva... Não se lembre de mim...

Eu prefiro me esquecer do turbilhão de emoções que há em mim, do que viver o tormento de um quase...

Um quase não é nada... Um quase-amor, um quase-sucesso, uma quase-vida... Nada...

Nada é o que me destes. Nada é o que ficou. Nada é o que significas... Nada é o que eu mesmo sou, pq sou pequeno ante a grandeza do universo...

Por isso deixe-me flutuar na grandeza infinita dos meus pensamentos, longe, bem longe, onde o horizonte nunca acaba e o sol nunca se põe... Onde os dias são quentes mas com uma brisa fria, que dá aquela agradável sensação de estar vivo...

Prefiro a solidão de um dia frio, do que o calor de algo que nunca será. Quero gotas de realidade num oceano de mentiras. O ronronar de um roçar na perna, um olhar esguio, um arrepio.

Deixe-me só com a minha imaginação, pois meus tormentos já são suficientes para chover em meu rosto muitos dias...

Mas sei que a música me sorrirá como um brilho de estrela, a cada vez que alguém me tocar a alma, me sorrir com os olhos, sorver meu suor e dividir o êxtase... Em todos os cantos do universo, lá eu estarei...

E na poeira das estrelas, no vazio da imensidão, eu sei... jamais estarás...
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Buzz - quarta, 21 de setembro de 2011
(MSC)

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